O empresário Guilherme Campos acompanha um cenário em que o crescimento urbano de Roraima traz uma questão que vai além da abertura de novos bairros: como ampliar as cidades sem reproduzir problemas conhecidos de grandes centros, como deslocamentos excessivos, infraestrutura insuficiente e ocupação desarticulada? O desafio ganha relevância diante do aumento populacional. Roraima tinha uma população estimada em 738.772 habitantes em 2025, enquanto Boa Vista concentrava cerca de 485 mil moradores.
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Crescimento urbano precisa começar pelo planejamento
Uma cidade não cresce apenas porque novos imóveis são construídos. Quando a expansão ocorre sem coordenação entre moradia, vias, saneamento, mobilidade, serviços e áreas destinadas a atividades econômicas, o resultado pode ser uma ocupação que aumenta a demanda por infraestrutura sem oferecer a mesma velocidade de atendimento. É justamente por isso que o planejamento territorial precisa anteceder a ocupação, considerando desde o início como a nova área será integrada à dinâmica e às necessidades do município.
O planejamento urbano permite definir onde novos bairros podem surgir, como serão conectados às áreas existentes e quais estruturas precisarão acompanhá-los. Para Guilherme Campos, essa organização é especialmente relevante em regiões que ainda apresentam espaço para expansão, pois decisões tomadas no início podem evitar custos e problemas maiores no futuro, além de criar condições para que o crescimento ocorra de maneira mais equilibrada e funcional.
Infraestrutura deve acompanhar a chegada dos moradores
De acordo com Guilherme Campos, um dos riscos mais comuns da expansão urbana é criar áreas residenciais antes que a infraestrutura necessária esteja estruturada. Ruas, drenagem, calçadas, saneamento e conexão com outras regiões precisam ser considerados como parte do projeto urbano, e não como elementos que serão resolvidos posteriormente. Essa antecipação ajuda a evitar sobrecargas futuras e contribui para que os novos bairros sejam ocupados com condições adequadas de funcionamento desde o início.
Quando esses componentes são planejados em conjunto, o novo bairro passa a funcionar de maneira mais integrada à cidade. Isso também facilita a circulação de moradores, a chegada de serviços e a instalação de atividades comerciais. O desenvolvimento imobiliário, nesse sentido, deixa de ser apenas uma questão relacionada à construção de imóveis e passa a participar da própria organização do território.

Mobilidade define a qualidade da expansão
Outro ponto decisivo é a distância entre os novos bairros e os locais onde as pessoas trabalham, estudam, fazem compras e acessam serviços. Uma expansão que aumenta continuamente os deslocamentos pode elevar custos para os moradores e pressionar o sistema viário. Por isso, pensar em mobilidade antes da ocupação pode evitar que problemas se tornem estruturais.
O empresário Guilherme Campos considera que essa conexão precisa fazer parte da análise de novos projetos. Um empreendimento pode oferecer moradias, mas seu impacto será muito maior quando estiver associado a uma estrutura urbana capaz de aproximar pessoas de serviços, comércio e oportunidades de trabalho. Essa integração também ajuda a reduzir a dependência de deslocamentos longos.
O crescimento de Roraima pode representar novas oportunidades para a construção civil, o mercado imobiliário e a geração de atividades econômicas, mas seus efeitos dependem de como a expansão será organizada. Integrar novos bairros à infraestrutura existente, antecipar demandas de mobilidade e reservar espaços para serviços e comércio são medidas que ajudam a evitar que problemas urbanos sejam transferidos para o futuro. Dessa forma, o planejamento passa a ser uma ferramenta para direcionar a ocupação do território e criar condições mais adequadas para o desenvolvimento das cidades.
Para acompanhar conteúdos sobre desenvolvimento, empreendedorismo e mercado imobiliário, Guilherme Campos mantém presença no Instagram @guicamposvlg.
